A Balada Literária 2021 chegou a XVI edição e reverenciando as escritoras Geni Guimarães e Eliane Potiguara, além do coreógrafo Marcelo Evelin e da atriz Vera Lopes. O evento, em formato virtual transmitido pelo Youtube, com algumas gravações feitas com plateia presencial (programação completa no Youtube da Balada Literária)

Neste ano, o objetivo da Balada Literária foi descentralizar ainda mais, destacando a arte de todo o território do Brasil. E dialogando também com artistas de Angola e Moçambique, em África, em parceria com o Centro Cultural Brasil em Angola, e a participação, em Maputo, do coletivo Poetas D’Alma.

A edição da Balada 2021 promoveu debates, apresentações artísticas e a exibição do documentário Uma Aldeia em Mim, dirigido por Alberto Alvares acerca da trajetória de Eliane Potiguara, sem contar a transmissão do espetáculo Zumbizando – Um Recital Negro com a autora Geni Guimarães e familiares, em Barra Bonita, interior de São Paulo, cidade em que vive a outra autora homenageada.

O evento une as três cidades em uma única edição: Teresina, Salvador e São Paulo. Mas também há atrações que aconteceram direto de outras cidades, como Brasília, com show da cantora Fernanda Jacob, e Buenos Aires, em que a cantora e poeta trans Suzy Shock preparou uma intervenção inédita.

A comunidade LGBTQIA+, sempre presente nas edições, teve um horário só dela com a atração Na Hora do Almoço, sempre ao meio-dia, com participações de Valéria Barcellos, Divina Valéria, Ed Marte e Renato Negrão.

A música, parte essencial da Balada Literária, trouxe para a programação a jovem cantora e compositora Heloisa de Lima, com composições a partir do texto de poetas negras da atualidade e, direto de Boa Vista, Roraima, o encerramento será com o show da banda indígena Kruviana.

A curadoria e criação da Balada Literária, que teve o patrocínio do Itaú Social, foi do escritor Marcelino Freire, com a parceria de Wellington Soares, no Piauí, e Nelson Maca, na Bahia. Para essa edição 2021, foram convidadas para a curadoria a escritora macuxi Julie Dorrico, assim como Camila Araújo, Carine Souza e Juliane Sousa, do coletivo Mulheres Negras na Biblioteca.